FATO EM JOGO

Janeiro de 2009

SETE SITUAÇÕES DE JOGO

SITUAÇÃO 07: Num determinado “inning”, o arremessador foi substituído, porém não saiu do jogo - foi defender a terceira base, e como seu substituto concedeu dois “walks” (deixou o batedor “andar”) consecutivos, voltou ao “mound” (montículo). Após ter arremessado para um batedor, o técnico tentou substituí-lo novamente, desta vez revezando com o defensor da segunda base esporte bets. O árbitro deve autorizar a alteração?

RESPOSTA: Não. Tal alteração não é permitida. Um arremessador pode mudar para outra posição somente uma vez durante o mesmo “inning”; por exemplo: o arremessador não será autorizado a assumir outra posição que não seja a de arremessador mais de uma vez no mesmo “inning”. (Comentário – Regra 3.03)

SITUAÇÃO 06: Um “out”, corredor na terceira base, rebatida “fly” na direção do espaço entre o jardineiro esquerdo (“leftfielder”) e o jardineiro central (“centerfielder”). O jardineiro esquerdo mergulhou para fazer a defesa, mas só conseguiu agarrar firmemente a bola na segunda tentativa, quando ela já estava quase tocando o solo após ter batido na sua luva. O corredor, que havia retornado à sua base, arrancou para “home” no instante em que a bola bateu pela primeira vez na luva do jardineiro esquerdo e cruzou o “home plate”. A equipe na defensiva apelou na terceira base, alegando “saída da base” antecipada do corredor (antes de a bola ser agarrada). O árbitro deve aceitar a apelação?

RESPOSTA: Não. Os corredores podem deixar suas bases no instante em que o primeiro defensor toca a bola. (Comentário - Regra 2.00 (“CATCH”))

SITUAÇÃO 05: Nenhum “out”, corredor na primeira base, contagem de bolas: 3 - 2 (três “balls”- dois “strikes”). O batedor iniciou o “swing” (ato de girar o taco), mas interrompeu-o. O árbitro de “home” declarou “BALL” e concedeu a primeira base ao batedor, porém, atendendo ao pedido do receptor, consultou o árbitro da primeira base sobre o “half swing” (meio-“swing”) - sua decisão “ball” foi mudada para “strike”. O receptor, então, lançou a bola ao interbases (“shortstop”), que, vendo o corredor da primeira base se dirigindo tranqüilamente para a segunda base, tocou-o antes de ele chegar lá aposta esportiva bet. Como árbitro, que decisão tomaria neste caso?

RESPOSTA: Os corredores devem estar atentos para a possibilidade de um árbitro de base mudar a decisão “ball” para “strike” ao ser consultado pelo árbitro de “home” sobre um “half swing”. Quando ocorre essa mudança de decisão, eles (corredores) correm o risco de serem eliminados pelo lançamento do receptor, pois a bola permanece em jogo. (Comentário - Regra 9.02 (c))

SITUAÇÃO 04: Corredor na terceira base. O batedor falhou ao tentar rebater o arremesso. Quando girou o taco, a bola bateu em seu corpo e rolou na direção do “backstop” (barreira situada atrás do receptor). O corredor pisou o “home plate”. Foi anotado ponto?

RESPOSTA: Não. Quando uma bola arremessada atinge o batedor ou o seu uniforme, a bola torna-se morta e os corredores têm de retornar às bases onde estavam no momento do arremesso. (Regra 5.09 (a), RETORNO DE CORREDORES QUANDO A BOLA SE TORNA MORTA (A) (c))

SITUAÇÃO 03: Nenhum “out”, corredor na primeira e segunda base, rebatida indefensável (“hit”) na direção do jardineiro central (“centerfielder”). Quando o corredor da segunda base, passando pela terceira base, deu alguns passos em direção ao “home”, o “base coach” (orientador de batedores e corredores) saiu de sua área (“coach’s box”) e segurou-o. Nesse momento, o defensor da terceira base apanhou a bola lançada pelo jardineiro central e tocou o corredor da primeira base esporte online bet, que já se encontrava perto da terceira base. Que decisão deve ser tomada?

RESPOSTA: O corredor da segunda base deve ser eliminado por ter recebido ajuda física do “coach”, e o corredor da primeira base deve retornar à segunda base. (Regra 7.09 (h))

SITUAÇÃO 02: Bert Hass, do Montreal Royals de 1940, na Liga International, Lenny Randle, do Seattle Mariners, de 1981, e Kevin Seitzer, do Kansas City Royals, de 1987, têm uma coisa em comum: eles foram defensores da terceira base que tentaram soprar uma bola “ground” (bola rebatida que vai rolando sobre o solo) fraca para o território “foul, antes que ela chegasse à terceira base. Hass e Randle tiveram sucesso, mas Seitzer não. A propósito tal procedimento é Legal?

RESPOSTA: Bem, já foi considerado um lance legal, mas não é mais. No caso de Hass, o abitro declarou um “foul Ball”. O Giants, da cidade de Jersey, não questionou a atitude de Haas, nem a descisão do arbitro; mesmo que o tivesse feito, não havia, na época, nenhuma regra que cobrisse tal situação. Logo depois disso, porém, o presidente da Liga, Frank Shaughnessy, considerou a “jogada” de Haas um ato ilegal. Larry McCoy, que foi o arbitro de “home” quando Randle fez a “jogada”, inicialmente declarou um “foul Ball”, mas, corretamente, mudou sua decisão. (Regra 2.00 – OBSTRUÇÂO) Fonte: “BIG LEAGUE Baseball PUZZLERS”, de Dom Forker Colaboração: Associação de Árbitros e Anotadores de Beisebol e Softbol do Brasil – AAABSB

SITUAÇÃO 01: Havia um corredor na segunda base e outro na primeira base quando a bola arremessada tocou o solo, na frente do “home plate”, pulou em direção ao receptor e, ao tocar sua mascara, desviou para trás e se alojou na sacola de bolas do arbitro de “home”; ninguém, com exceção do arbitro, sabia para onde ela tinha ido. E aí, como descascar este “abacaxi? O arbitro deve paralisar o jogo e conceder bases aos corredores ou deve indicar o paradeiro da bola ao receptor? Mesmo que o arbitro de a dica ao receptor, qual seria a bola do jogo?

RESPOSTA: Pois é, ocorreu um lance assim, em 1987, num jogo entre as equipes de Yankees e White Sox – um “sinkerball” (arremesso, com efeito, que cai ao se aproximar do “home plate”) do arremessador do White Sox tocou o solo, pulou na frente do “home plate”, desviou ao ter contato com a mascara do receptor e caiu dentro da sacola de bolas do arbitro de “home”. Naquela época, não havia regra que cobrisse tal situação, mas o arbitro de “home”, corretamente, recorreu à Regra 9.01 (c), que diz: Cada arbitro tem autoridade para decidir qualquer situação que não estejam especificamente cobertas por estas regras. Então, ele paralisou o jogo, concedeu a terceira base ao corredor da segunda base e a segunda base ao corredor da primeira base, que, em sua opinião, era onde eles teriam chegado não fosse o incidente. Hoje, se a bola arremessada se aloja no equipamento do arbitro ou do receptor, a bola torna-se morta e todos os corredores são autorizados a avançar uma base. (Regras 5.09 (g) e 7.05 (i)) Fonte: “BIG LEAGUE Baseball PUZZLERS”, de Dom Forker Colaboração: Associação de Árbitros e Anotadores de Beisebol e Softbol do Brasil – AAABSB Sou grande admirador do baseball, e por este motivo para participar diretamente do esporte acabei me tornando Arbitro de Baseball, curso realizado pela AAA – Associação de Árbitros e Anotadores. Agora sou um Arbitro de Baseball iniciante por se tratar do 2º ano de atuação, e para me manter sempre participativo devo sempre me manter atualizado às novidades em relação ao esporte, como por exemplo: regras, equipamentos, posicionamento em campo e participação. Uma das recomendações da Associação aos Árbitros recém-formados é que acompanhem primeiramente as “categorias menores” (Pré-Infantil e Infantil), por serem consideradas as mais criticas devido às dificuldades em aplicar as regras dentro de campo durante a atuação. Aplicar as regras como expectador é fácil, pois cada lance existe a possibilidade de consultar imediatamente o livro de regras: nessas categorias, por se tratar de atletas ainda em formação e por não dominarem totalmente as regras e as situações do jogo, o arbitro tem que ser mais atuante, expondo total conhecimento das regras do Baseball. A cada lance alem de aplicar a regra o arbitro tem a função de orientar os atletas em formação.

Espero que esta coluna contribua para o esporte. Bom proveito.

Autor: Marcio D. Leite - Árbitro de Baseball (AAA)

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